Joguei-me nas dúvidas do inconstante
Das quais nunca lhe disse
Os olhos que nunca fitaram-me
Ouvindo os meus passos fugindo do medo.
Encontrei-o na avenida do Desespero
Na face do Desconhecido que pôs a máscara
Entregando-me as palavras mal intrepertadas
Nas linhas trancendentes do imaginário.
Fragmentos sem nexo suspensos
Na atmosfera insana de algum mundo
O ópio entorpencendo nas veias
Na órbita do eterno iludir-se.
Corpos hirtos diante do labirinto
coesão entre as almas
uma voz longíqua
átomos e tormentos apenas.
(Para L ***)
quinta-feira, 31 de maio de 2007
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